Foi quando as últimas caixas saíram do chão e as coisas menos importantes entraram no armário que eu entendi que a vida tinha mudado. Não era uma viagem para a casa de amigos legais, não estava indo passear e nem era um trabalho por tempo determinado. Era aqui que eu iria passar sabe-se lá quanto tempo da minha vida. Não era a mesma cidade, com lugares e ruas marcadas por lembraças. Era uma história nova, dessas que a gente não leu, nem ouviu falar… e tem vontade de saber o final.
Fevereiro 2008
Fevereiro 29, 2008
Fevereiro 29, 2008
D:
- Os caras já terminaram de consertar o banheiro?
T:
- Tão almoçando, mas não terminaram não… Eles tão aqui, acho que trouxeram marmita.
D:
- Poxa. Nem ofereceram…
T:
- Nós também não oferecemos pra eles…
Fevereiro 7, 2008
“A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta feira”
(Tom e Vinícius)
Fevereiro 5, 2008
Se não há barulho de folia perto da sua casa e sua televisão está desligada, é carnaval? Ou é impressão?
Fevereiro 4, 2008
Às vezes parece que a vida é um acumulado de acontecimentos no meio de vários carnavais. Quando eu percebo, já é carnaval de novo. Daí eu lembro onde eu estive no ano anterior, e no anterior e no anterior, e me pego fazendo uma retrospectiva da minha vida. É quando eu percebo que os anos passam. Amigos que foram embora, pessoas que eu conheci, aqueles de quem me afastei, ou os que se tornaram mais próximos. Isso sem falar na mudanças de emprego, endereço, viagens inesperadas. Ok, carnaval é um marco, como o Natal, Reveillon, Páscoa. Pena que estas datas são muito próximas umas das outras, o resto vira resto do ano e passa que a gente nem vê!
Fevereiro 3, 2008
“Agora falando sério
Eu queria não cantar
A cantiga bonita
Que se acredita
Que o mal espanta
Dou um chute no lirismo
Um pega no cachorro
E um tiro no sabiá
Dou um fora no violino
Faço a mala e corro
Pra não ver a banda passar
Agora falando sério
Eu queria não mentir
Não queria enganar
Driblar, iludir
Tanto desencanto
E você que está me ouvindo
Quer saber o que está havendo
Com as flores do meu quintal?
O amor-perfeito, traindo
A sempre-viva, morrendo
E a rosa, cheirando mal
Agora falando sério
Preferia não falar
Nada que distraísse
O sono difícil
Como acalanto
Eu quero fazer silêncio
Um silêncio tão doente
Do vizinho reclamar
E chamar polícia e médico
E o síndico do meu tédio
Pedindo pra eu cantar
Agora falando sério
Eu queria não cantar
Falando sérioAgora falando sério
Eu queria não falar
Falando sério” (Chico Buarque)
Fevereiro 3, 2008
Depois de uns copos de cervejas e uma boa conversa com os amigos, a gente pode não querer deixar o assunto se perder. O mesmo depois de um dia cheio, de um livro, de um filme, ou de nada. Pode ser que dê vontade de continuar.
O “Agora falando sério” inspirado na letra de Chico Buarque, promete ter sempre o que dizer, mas não vai falar sempre tão sério assim.